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Em um estado de consciência superior, observo o meu mundo interior como se fosse do topo de uma montanha. Eu vejo de uma forma panorâmica como diferentes partes da minha psicologia se relacionam entre si. Eu posso discernir o que é menos ou mais importante, dar preferência a um grupo de “eus” sobre outro, e evitar ser afastado por distúrbios insignificantes. Eu posso separar o fio dourado da consciência da malha da mecanicidade. Ao descer da montanha para um estado mais baixo, no entanto, eu perco esses poderes. Os muitos “eus” se aglomeram sobre mim e eu não tenho a escala e a relatividade para governá-los. Portanto, quanto mais frequentemente eu viajo para cima e para baixo no meu panorama interior – mais experimento flutuações da consciência – mais eu procurarei estabelecer regras enquanto estou acima para poder aplica-las quando estou embaixo.

“As regras buscam um objetivo definido”, diz George Gurdjieff: “elas fazem com que as pessoas se comportem como se comportariam ‘se fossem’, ou seja, se elas se lembrassem de si mesmas”. Para concluir nosso trabalho de agosto de criar aforismos, formulamos aqui um conjunto de dez regras como diretrizes para a nossa comunidade. Se cada membro trabalhasse individualmente, um conjunto de regras comuns seria desnecessário, mas para o trabalho em grupo as regras comuns devem ser formuladas, refinadas e aplicadas. Abaixo está o último rascunho de dez aforismos que podem servir como o celeiro para o baú de conselhos práticos da nossa comunidade. Convido os membros a sugerir refinamentos ou substituições na seção de comentários.

1. Seja, sempre e em todo lugar.
2. Procure a ação correta mais elevada.
3. Valorize os pequenos esforços.
4. Se não for agora, quando?
5. Acolha o sofrimento.
6. Conheça a si mesmo; não confie em nenhum “eu”.
7. Evite a negatividade.
8. Fique atento aos desvios.
9. Ache em si mesmo o que você não gosta nos outros.
10. O que você ganha todos ganham.