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Outubro de 2017

O suco de uva é um produto fraco de uma vinha e a negatividade é um produto fraco de um centro emocional. Assim como as uvas de vinho não são colhidas para fazer suco de uva, nós não devemos nos conformar com a negatividade como produto. Se trabalharmos com um sabor final em mente, então uma colheita difícil não precisa necessariamente produzir uma garrafa ruim. Em Setembro, examinamos essa colheita. Em Outubro, vamos considerar o que pode significar refiná-la em um elixir profundo. Quais emoções acelerariam nosso trabalho se pudéssemos experimentá-las com mais frequência, de forma mais duradoura e mais profunda?

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A Arte da segunda linha de trabalho

A fotografia é “transformada” em segunda linha quando Marcos e Jorge falam sobre o que aconteceu. A segunda linha assume uma espécie de comunicação e intercâmbio de informações. Ao menos é assim que eu sempre interpretei a segunda linha de trabalho. Nela, o que um ganha o outro ganha também. Não é o Jorge quem “fotografa” o Marcos, mas o Jorge e o Marcos trocam impressões e percepções sobre uma área ou situação específica. O processo também pode começar com uma fotografia e depois se transformar em segunda linha se ambos concordarem e compartilharem determinados objetivos.

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Setembro de 2017

Esta colheita conclui as três colheitas apresentadas no ciclo anual: o feno, o trigo e a uva. Nós associamos a colheita do feno com o trabalho com o corpo, a do trigo com o trabalho com a mente e aquela da uva com o trabalho no coração. Na sequência de Chartres, cada uma dessas colheitas é distribuída em dois meses: o feno é mostrado crescendo em maio e colhido em junho; o trigo é mostrado colhido em julho e trilhado em agosto, e a uva é mostrada cortada em setembro e colocada em barris em outubro. Este princípio de dois passos segue um padrão repetitivo. O primeiro passo apresenta o produto da natureza. O segundo passo apresenta a resposta do agricultor a esse produto. Um fazendeiro da terra, afinal, domina e refina a natureza. Do mesmo modo, um fazendeiro do Quarto Caminho domina e se refina a si mesmo, o que gera a seguinte questão: qual é o rendimento da mente, do corpo e do coração? O que é colhido no micro cosmo do homem?

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O Celeiro de Agosto de 2017

“As regras buscam um objetivo definido”, diz George Gurdjieff: “elas fazem com que as pessoas se comportem como se comportariam ‘se fossem’, ou seja, se elas se lembrassem de si mesmas”. Para concluir nosso trabalho de agosto de criar aforismos, formulamos aqui um conjunto de dez regras como diretrizes para a nossa comunidade. Se cada membro trabalhasse individualmente, um conjunto de regras comuns seria desnecessário, mas para o trabalho em grupo as regras comuns devem ser formuladas, refinadas e aplicadas. Abaixo está o último rascunho de dez aforismos que podem servir como o celeiro para o baú de conselhos práticos da nossa comunidade. Convido os membros a sugerir refinamentos ou substituições na seção de comentários.

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Agosto de 2017

Se não colhermos em julho, não poderemos separar o grão em agosto. Se não descobrirmos a ilusão, não podemos Ser. Neste trabalho — como em qualquer trabalho — uma coisa abre a porta para outra, enquanto a negligência de uma coisa impede a conclusão de outra. Tendo descoberto o nosso pensamento errado em julho, invariavelmente procedemos a formular o pensamento correto em seu lugar. Nosso trabalho de agosto girará em torno de peneirar o certo do errado no momento em que o hábito procura afirmar-se. Para caber no momento, nossa arma deve ser breve e potente. Nosso pensamento correto deve ser resumido na forma de um aforismo, um comando sucinto, a pedra lisa que David usou para derrubar Golias.

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Julho de 2017

Como podemos trabalhar com um hábito bem estabelecido? Suponha que eu descubra que o medo do futuro é uma emoção negativa predominante na minha psicologia. Ele inventa regularmente cenários imaginários de catástrofe que me afastam da realidade e impedem minha capacidade de Ser. Meu desejo de trabalhar com esse hábito introduz uma nova força ativa no meu trabalho, mas a inércia de ter passado anos vivendo com medo se opõe a esta iniciativa e atua como força passiva. Essas duas forças se contrapõem e isso gera um impasse. Isto traz uma auto-observação, mas não provoca mudanças. O medo permanece, e minha incapacidade de enfrentá-lo só produz culpa, frustração, auto-depreciação. Para mudar, o conflito das duas forças é insuficiente; uma terceira força neutralizante deve intervir.

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A pressa e a expressão de emoções negativas

O trabalho de junho nos convida a rever nossos entendimentos acerca do corpo físico e a preservá-los, a procurar verificar o que já foi possível realizar e começar os primeiros momentos da colheita, conforme a postagem do Asaf para este mês: “Desde que formulamos uma...

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Junho de 2017

Junho nos convida a rever nossos entendimentos acerca do corpo físico e a preservá-los, para que eles não apodreçam e se estraguem. Desde que formulamos uma meta em janeiro deste ano (ou desde que você se juntou a este trabalho), o que você entendeu sobre o corpo físico e sua relação com a sua meta? Se você não incluir o que você aprendeu em seus esforços atuais, então você está negligenciando sua colheita. O que você aprendeu sobre a pressa, sobre estar presente durante as comidas, ou sobre o trabalho através da fadiga física?

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Maio de 2017

Observe a primeira hora do seu dia. Qual erva daninha geralmente exaure a sua terra fértil? É uma preocupação constante? É um mau humor? O ponto é não deixar esses estados emocionais negativos atingirem um nível de intensidade que esgotam a sua terra fértil. Seja paciente, perceba que uma disciplina muito nova é inevitavelmente mais frágil que um hábito estabelecido há muito tempo. Se você persistir, então em quarenta dias você estará amarrando e queimando ervas daninhas e colhendo e guardando o trigo. Mas por enquanto, seu trabalho de Maio é fotografar o primeiro ‘Eu’ negativo que aparece em seu dia, e começar a formular uma disciplina de trabalho em torno dele.

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